A CRISE chegou no Brasil. Agora é a hora, aproveite!

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Não espere a crise passar

CrisePoucos são os que realmente se aproveitam das oportunidades que uma boa crise traz.

Uma crise econômica, como o próprio nome diz, faz parte de qualquer economia. Elas vêm e vão, se foi a primeira, seguramente não será a última que você enfrentará. Por isso, não só você precisa estar preparado para quando elas acontecerem, como também para se aproveitar das oportunidades que aparecem nestes momentos.

Para não ser mais um dos que ficam lamentando a crise e se tornar um dos que se aproveitam dela, você precisa ter uma estratégia boa para esse momento! Com uma boa estratégia, não só você pode passar ileso pela crise, como ainda se beneficiar tremendamente dela! E é disso que vamos falar nesse artigo.

A mentalidade durante a crise

Crises, dificuldades, adversidades ocorrem para tudo e todos, em todos os lugares, e em vários momentos ao longo da vida. Vamos olhar para a natureza.

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Aqui no Brasil raramente as árvores passam por esse tipo de congelamento, nem todas as épocas do ano são perfeitas para uma árvore. Ainda mais se pensarmos numa árvore de num país que tem um inverno rigoroso. A medida que a época mais gelada vai chegando a árvore inicia um processo de tremenda transformação.

Inicialmente chega o outono e as folhas mudam completamente de cor, criando esse show de cores que se repete todos os anos.

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E por que isso ocorre? Bom, quando o clima começa a esfriar, a produção de clorofila se reduz drasticamente. À medida que a clorofila vai se esgotando, os outros pigmentos que eram escondidos pela clorofila, amarelos e laranja, tornam-se visíveis e dominantes. Ainda no outono, após a perda total de clorofila, a planta sofre ação de um hormônio vegetal, o ácido abcísico, que age na base de cada folha e impede a passagem de água para as folhas; elas então secam e caem. Já se preparando para o inverno que chegará.

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Muita gente acha que essa perda ocorre com o objetivo de conservação de calor, mas não, o objetivo é a conservação da umidade. As folhas, principalmente as maiores, apresentam uma grande superfície, e perdem grande quantidade de água através da evaporação. Nos invernos rigorosos, devido ao congelamento do solo, as raízes perdem o seu abastecimento de água. Então, é importante que a planta continue hidratada e, se mantivessem suas folhas, poderiam ficar fatalmente secas.

Se até as árvores tem uma estratégia para se adaptar ao ambiente, porque nós não fazemos igual? Mas seria a estratégia se recolher?

Um categórico não. A pior escolha que podemos fazer numa crise é nos recolher, entrar num buraco e esperar que ela passe. Isso não só não trará resultado positivo nenhum, como o mundo lá fora estará bem diferente quando você sair.

Vamos discutir alguns caminhos para você seguir. Mas independente do caminho, desde já se conscientize que o período de crise é O momento de trabalhar muito.

Isso é um pouco evidente, porque se fizer as mesmas coisas que antes davam certo, não terá o mesmo resultado. Então, sem parar de fazer o que vinha fazendo, uma adaptação será necessária. Você precisará achar novas formas de complementar ou até mudar o que vinha sendo feito.

Então o que fazer na crise?

Existem três pontos centrais, três oportunidades que uma crise oferece e você pode escolher abraçar (é o que eu recomendo) ou ignorar.

1) Analisar oportunidades

Crises significam que alguma tendência chegou a seu limite e algo deve mudar. Crise dos imóveis, os preços estavam subindo e começaram a cair. Crise num time de futebol, o time tem um histórico bom de vitórias e começa a perder constantemente. Crise na bolsa de valores, os preços estavam subindo e começam a cair. Necessariamente em uma crise uma tendência chega ao fim, e outra se inicia. Mas nada muda calmamente numa sociedade tão interdependente como essa que vivemos atualmente.

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Isso ocorre porque geralmente muitos interesses ainda estão associados a tendência anterior. Esses ‘interessados’ tentam ao máximo defender a tendência anterior. Acredite, muito esforço será colocado para a tendência não ser revertida. Porém, essa quantidade de esforço acaba gerando uma ruptura ainda mais forte.

É como um balão, ele vai se enchendo e seu material elástico vai ficando cada vez mais esticado. Quanto mais ar, mais esticado. Já chegou a hora da reversão e o natural seria o ar sair, mas se continuar assoprando o balão vai se esticando ainda mais. E quanto mais esticado, mais difícil colocar mais ar dentro do balão. É o limite da resistência. Até determinado momento em que ele explode.

Saindo do exemplo do balão e voltando à crise, o importante é perceber qual é essa tendência que foi rompida, e qual será a nova que irá se estabelecer. O seu papel deve ser o de antecipar cenários e movimentos para se fortalecer. Quem melhor fizer isso, melhor estará posicionado e preparado para aproveitar a retomada do crescimento nesta nova paisagem.

2) Resolver problemas

O primeiro e maior impacto de uma crise é um volume maior de pessoas com problemas. Você vê isso como algo negativo ou positivo?

Essa escolha é pessoal e muito importante. E nada tem a ver com gostar de ver outros sofrerem ou não, o que estamos falando neste artigo é sobre mentalidade a respeito de crise. Se você escolher a mentalidade de ficar triste com o sofrimento dos outros, o que posso dizer é: “Ok, a escolha é sua”. A minha escolha é arregaçar as mangas e ajudar o maior número de pessoas que eu puder. A crise me permitiu ser muito mais útil aos outros.

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É libertador você pensar que pode contribuir para melhorar a vida de alguma pessoa. A contribuição, segundo Tony Robbins é dos mais nobres sentimentos possíveis. Quanto mais pessoas eu puder ajudar mais feliz eu fico, e a crise te permite aumentar esse seu impacto pessoal, seu poder de contribuição.

Na verdade, independente de crise, já considero que nosso foco deve sempre ser o de gerar valor. É a geração de valor que faz as pessoas ficarem gratas pela nossa presença, nossa contribuição e até nossa existência. É um ganha-ganha tremendo, porque o valor gerado melhora a vida das outras pessoas, e faz com que você receba uma justa parcela disso em troca.

Gerar valor. Esse deve sempre ser o seu foco, o da sua empresa, e de tudo que for importante para você. Quanto maior a crise, mais forte deve ser sua missão de gerar valor para os outros. Muita gente precisa de você, arregace as mangas: gere valor e receba sua justa parcela em troca.

3) “Organizar a casa”

A crise é a hora de olhar mais para o espelho do que para a janela. Quando estamos crescendo, faturando cada vez mais, nós relevamos ajustes na operação, nos processos que usamos, na organização do nosso dia a dia pois vale mais a pena concentrar nosso esforço no crescimento e depois pensamos nesses “detalhes”. O retorno do nosso tempo investido é maior focando no crescimento do que nesse tipo de “detalhe”. Só que no momento de crise exatamente o inverso vale, é a hora de evitar desperdícios de recursos, inclusive de tempo. A crise sempre acaba, então aproveite agora para organizar tudo que você puder.

Repito, a crise é o momento de trabalhar muito. Trabalhar para entender as mudanças que ela gerará quando passar, trabalhar para resolver o problema de outras pessoas e trabalhar para ‘arrumar a casa’.

Eu tenho ainda uma recomendação final, talvez a mais polêmica, mas a que eu considero mais importante:

“Ignore o que as outras pessoas estão falando!”

Diria que para mim é mais fácil, já tem uns 5 anos que eu não vejo TV. Isso me ajuda muito a me isentar do pessimismo que toma conta de todos durante uma crise. Se o dia a dia está mais difícil, os clientes sumindo e você ainda ficar dando atenção aos jornais que – para vender edições – dizem que nunca foi tão sombrio o futuro, o que ocorre? É quase impossível você conseguir essa energia que falei ser tão importante para você trabalhar ainda mais nesse período.

Se isso ocorrer e você se permitir ser contagiado pela energia negativa de todos, você vai se enfiar num buraco para se proteger. Vai começar a colocar a culpa nos outros, no governo, no mercado, na China, nos EUA.

Se você for contagiado, sabe o que vai acontecer naqueles três pontos que são importantes?

1) Analisar oportunidades

Não ocorrerá. Você estará tão negativo, ou ocupado reclamando que irá se cegar para as oportunidades que se abrem. E na verdade não são somente um volume maior de oportunidades, mas também a concorrência é menor, afinal ela estará enfiada num buraco.

2) Resolver problemas

Não ocorrerá. Você não vai querer ajudar as pessoas a resolver seus problemas, afinal você estará reclamando dos problemas junto com elas.

Nesse momento vale a famosa frase de Nizan Guanaes “Enquanto eles choram, eu vendo lenços”. Você vai estar no barco dos chorões ao invés de estar no barco dos que vendem lenços. Não, não é possível estar nos dois barcos ao mesmo tempo.

3) “Organizar a casa”

Não ocorrerá. Porque um dono de padaria iria se preocupar em organizar seus processos se sua atual preocupação é não mais ter clientes? Ele não vai. E quando os clientes voltarem a aparecer com volume grande a bagunça será a mesma de sempre, mas o concorrente que aproveitou o tempo para se reorganizar vai crescer de forma muito mais rápida e organizada. Fazendo uma metáfora, ninguém arruma a casa para uma festa se não acredita que a festa ocorrerá.

Se, por outro lado, você conseguir se proteger dessas opiniões e tiver a consciência de que as coisas são cíclicas, você pode aproveitar esse período de baixa para organizar tudo. É isso que ocorre, empresas de sorvete aproveitam o inverno para organizar seus estoques, fazer as reformas necessárias na fábrica, trocar os sistemas de computador. Esse tipo de coisa não se faz quando se está na loucura do verão.

Sempre digo que a crise demanda mais olhar para o espelho do que olhar pela janela. É preciso enxergar a situação como um todo, rever todos os processos, todas as pessoas e todos os gastos. Muitas coisas que em momentos de bonança são aceitáveis ou toleráveis, numa crise se tornam fatais. A crise é o momento de consertar o que não está funcionando ou está funcionando mal. Ela é muito boa para eliminar ineficiências, turbinar eficiências e pensar de forma diferente e inovadora.

Não adianta ficar reclamando ou culpando a crise pelos seus problemas. A sua mentalidade não pode ser esta. Isso não constrói nada e ainda destrói toda e qualquer motivação que existia.

Uma enorme parte da continuidade ou aprofundamento de uma crise está na mentalidade das pessoas. Por acreditar que está ruim a situação ninguém mais repõe seus estoques, isso faz os produtores venderem menos, precisarem de menos pessoas, demitirem seus funcionários, reduzirem a quantidade de dinheiro circulando, aumentarem a crise. É um ciclo vicioso acelerado pela mentalidade de cada um.

Lembre-se: não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Essa crise vai passar. Mas não fique esperando ela acabar.

Uma parte importante dela está no seu cérebro. Ao menos lá você pode e deve acabar com ela, e ser um dos poucos que se beneficiam da crise.

Enquanto todos os outros estão enfiados num buraco, se enfie dentro do seu cérebro e o programe corretamente! Um cérebro programado corretamente fará seus resultados serem incrivelmente superiores à média das pessoas. E, cá entre nós, ser medíocre não é nem um pouco atrativo.

E você?

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Comments

  1. o seu subconsciente aceita quaisquer ordens que lhe sejam dadas, já diz o ditado “o mundo ama os vencedores e não tem tempo para os perdedores”
    Agora nos decidimos no que ter foco, na crise o nas oportunidades que a crise traz.
    bom artigo. parabéns!!

  2. O artigo é positivo e trabalha o otimismo, crises e oportunidades sempre andaram juntos, tem os que choram e os que aproveitam para vender lenços. Acho que é só uma questão de escolha, como no exemplo da árvore, muito bom por sinal, o suprimento invisível, está sempre lá, a seiva continua correndo , muito embora no momento não tenha frutos. Nenhum reino, seja mineral, animal, vegetal guarda consigo o que já acabou, mas o reino humano apesar da evolução ainda não aprendeu, que se não acabar, não evolui… Artigo é bom.

  3. Leio jornais todos os dias. Consigo enxergar a crise. Mas vejo que existem oportunidades também. No meio do caos existe a luz. Temos excelentes investimentos agora. Em momentos normais esses investimentos não seriam atrativos. Hoje são verdadeiras joias.
    Eu poderia chorar. Mas prefiro vender lenços para outros enxugarem as lágrimas.

  4. Muito bom!!! Esclarecedor e interessante a forma como pensar a crise como positiva… Por mais que queiramos, ainda somos intoxicados pelo pessimismo alheio.
    O artigo, para mim, foi um motivador… Olhar para o espelho e não pela janela…
    Valeu!!!

  5. Olá! André.
    Muito Boa! esta Metáfora.
    A Vida é bem melhor para quem sabe atuar de forma
    diferente em cada momento de adaptação.
    Estou em um momento de transição e transformação.
    muito legal.Obrigada! pelas oportunidades.

    Um forte abraço!

  6. Realmente é muito melhor vender lenço, que ficar chorando. Essa força que pulsa dentro da sua cabeça e do seu coração ,vem com muito mais lucidez quando você tem a convicção que a crise vai passar e que sairemos fortalecidos dela e que Deus faz parte deste processo de crescimento e evolução espiritual.

  7. “A minha escolha é arregaçar as mangas e ajudar o maior número de pessoas que eu puder. A crise me permitiu ser muito mais útil aos outros.” Essa frase resume o artigo perfeitamente na minha opinião. Com o meu trabalho agrego valores para mim e meus clientes, permitindo acreditar que esta é a hora de “ralar”. E fico muito feliz quando um cliente “encontra” uma solução para resolver tal problema ou volta a acreditar em seu sonho. É realizador ver um coachee meu voltar seu foco para seus projetos e buscar colocá-los em prática invés de se acomodar numa zona de conforto (onde é infeliz e justifica sua realidade por agentes externos como a crise). É possível e devemos criar oportunidades de crescimento em meio às adversidades.
    A crise tem me permitido ser muito útil as pessoas. Não me sinto desesperada porque a “grande crise” está afetando todos; pois em lugar de dificuldade, como diz o texto, temos que criar novas soluções.

  8. Excelente. Vou parar de dividir meu tempo entre a janela e o espelho. Adoro seus artigos, me ajudam a acalmar a mente e ser mais produtiva. Obrigada

  9. Pingback: O que a crise faz com o seu cérebro? Você pode protegê-lo. | BrainPower | Academia Cerebral

  10. Instigante!
    Concordo em gênero, número e grau.
    Complicado é interiorizar, passar da teoria para a prática.
    Parar de ver jornais. Acho que bons documentários ou bons filmes ainda tem lugar na minha TV. Vejo muito pouco também.
    “Seize the Day!”. Agir mais e melhor agora, na crise, e não esperá-la passar pra ver como é que fica. Claro que com muito critério e discernimento (bastante complicado isso).
    Obrigado pelo artigo, tirando-me de uma letargia injustificada, contagiado pela maioria, que está justamente fazendo isto, reduzindo a marcha (deixando de investir, de reformar), por não saber onde tudo isto vai dar.

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