Teste gratuito · 2 minutos
Teste de autossabotagem
Você chega perto do que queria e alguma coisa em você desmonta o avanço: adia, abandona, esquece, briga. Este teste mostra se a autossabotagem já governa você e, principalmente, em qual camada ela mora: no consciente, na emoção ou no inconsciente. É isso que decide o que funciona para sair dela.
Quando algo importante se aproxima, encontro um motivo razoável para deixar para depois.
Leva cerca de 2 minutos. O resultado aparece na hora, sem cadastro.
O que este teste mede, e o que ele não mede
Ele mede a frequência de doze comportamentos de recuo, quatro em cada camada: a explicação que você dá antes de recuar (o consciente), o que você sente quando chega perto do que quer (a emoção) e o que acontece sem você decidir (o inconsciente). O resultado mostra quanto o padrão pesa e onde ele é mais forte.
Ele não é uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. É uma autoavaliação para você enxergar o seu padrão.
Por que a gente se sabota, pelas três camadas
Em 1978, os psicólogos Steven Berglas e Edward Jones publicaram um experimento que virou referência. Pessoas que tinham acabado de receber um sucesso que não sabiam explicar podiam escolher, antes da rodada seguinte, entre uma substância que melhoraria o desempenho e outra que o prejudicaria. A escolha pela que prejudicava foi bem mais frequente nesse grupo do que entre quem tinha um sucesso que sabia explicar. Os autores chamaram isso de self-handicapping: criar o próprio obstáculo antes de ser avaliado. Ou seja: se der errado, a culpa é do obstáculo; o que a pessoa evita, a qualquer custo, é dar o melhor e descobrir que não bastou.
Vinte anos depois, uma pesquisa da Universidade de Rochester acompanhou estudantes ao longo do tempo e mostrou o preço do mecanismo. Quem mais se sabotava teve desempenho acadêmico pior e, com o tempo, mais mal-estar. E o mal-estar, por sua vez, levou a mais autossabotagem. Os autores descreveram um ciclo que se alimenta sozinho. Ou seja: se cobrar mais depois do recuo não quebra o padrão, dá mais combustível a ele.
É por isso que a mesma estratégia não serve para todo mundo. Quem se sabota pelo consciente precisa pegar a desculpa preparada no ato. Quem se sabota pela emoção precisa de chegadas pequenas, até o corpo parar de tratar a chegada como perigo. E quem se sabota pelo inconsciente precisa entender o que o recuo protege, porque ali a força de vontade não alcança. O mecanismo inteiro, com um roteiro para ler o seu, está no artigo Autossabotagem: por que você estraga justamente o que mais quer.
Perguntas frequentes
Autossabotagem é falta de força de vontade?
Não. Quem se sabota costuma querer muito o que desmonta. A pesquisa descreve o padrão como uma proteção: criar um obstáculo antes de ser avaliado, para que um fracasso possa ser explicado pelo obstáculo, e não pela própria capacidade. Ou seja: não falta vontade, sobra medo de um veredito sem desculpa.
Por que eu me saboto justamente quando está dando certo?
Porque chegar perto do que importa ativa, ao mesmo tempo, o desejo e o medo. No experimento clássico de Berglas e Jones (1978), as pessoas que tinham recebido um sucesso que não sabiam explicar foram as que mais escolheram prejudicar o próprio desempenho na rodada seguinte. Quanto mais há a perder na imagem que se tem de si, mais o recuo aparece perto da linha de chegada.
Este teste é um diagnóstico?
Não. É uma autoavaliação para você enxergar o seu padrão de recuo, e não uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. Se a autossabotagem vem junto de tristeza persistente, falta de energia ou comportamentos que colocam a sua saúde em risco, procure um profissional de saúde.
Quanto tempo leva o teste?
Cerca de 2 minutos. São 12 afirmações, e você marca com que frequência cada uma acontece com você. O resultado aparece na hora, sem cadastro.
Como parar de se sabotar?
Pela camada onde o padrão mora. Se é o consciente, pegar no ato a desculpa preparada com antecedência. Se é a emoção, criar chegadas pequenas e de risco baixo até o corpo registrar que chegar não é perigoso. Se é o inconsciente, encontrar a primeira vez em que recuar fez sentido. Se cobrar mais piora: a pesquisa mostrou que autossabotagem e mal-estar se alimentam um do outro. O roteiro completo está no artigo sobre autossabotagem.
Continue daqui
- Autossabotagem: por que você estraga justamente o que mais quer
- Perfeccionismo: a forma mais respeitada de autossabotagem
- O teste de procrastinação, gratuito: em qual camada o seu adiamento mora
- O diagnóstico Inside Brain, gratuito: o seu padrão inteiro, e não só o da autossabotagem
- BrainLAB: o programa para mapear e desmontar os padrões que se repetem
Quem escreveu
Mestre pelo King's College London, fundador do BrainPower. Estuda e ensina a leitura do comportamento pela neurociência desde 2014.
Atualizado em .
Fontes:
Berglas, S. e Jones, E. E. (1978). Drug choice as a self-handicapping strategy in response to noncontingent success. Journal of Personality and Social Psychology, 36(4), 405-417. doi.org/10.1037/0022-3514.36.4.405
Zuckerman, M., Kieffer, S. C. e Knee, C. R. (1998). Consequences of self-handicapping: Effects on coping, academic performance, and adjustment. Journal of Personality and Social Psychology, 74(6), 1619-1628. doi.org/10.1037/0022-3514.74.6.1619