Teste gratuito · 2 minutos
Teste de timidez
Você quer entrar na conversa, sabe o que dizer e, na hora, a frase não sai. Este teste mostra o quanto a timidez já decide por você e, principalmente, em qual camada ela mora: no consciente, na emoção ou no inconsciente. É isso que decide o que funciona para sair dela.
Antes de falar num grupo, ensaio a frase na cabeça tantas vezes que o momento passa.
Leva cerca de 2 minutos. O resultado aparece na hora, sem cadastro.
O que este teste mede, e o que ele não mede
Ele mede a frequência de doze comportamentos de timidez, quatro em cada camada: a história que você se conta antes de falar (o consciente), o que o corpo sente quando as pessoas olham para você (a emoção) e o que acontece sem você decidir (o inconsciente). O resultado mostra quanto o padrão pesa e onde ele é mais forte.
Ele não é uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. É uma autoavaliação para você enxergar o seu padrão.
De onde vem a timidez, pelas três camadas
O psicólogo Jerome Kagan, da Universidade Harvard, acompanhou crianças dos 2 aos 7 anos. As que aos 2 anos eram mais contidas diante do desconhecido, aos 7, em sua maioria, continuavam quietas e evitavam crianças e adultos que não conheciam. E as diferenças apareciam também no corpo, nas reações fisiológicas. Ou seja: parte da timidez é temperamento, um alarme que dispara mais cedo em algumas pessoas. Mas a maioria não é todo mundo: o alarme é o ponto de partida, e não a sentença.
Antes disso, em 1981, Jonathan Cheek e Arnold Buss tinham separado duas coisas que costumam ser confundidas: a timidez e a vontade de estar com pessoas. Quem tinha as duas ao mesmo tempo (gostava de gente e sentia timidez) foi quem mais travou nas conversas do estudo: falou menos e desviou mais o olhar. Ou seja: a timidez que dói não é a de quem prefere ficar sozinho. É a de quem quer estar junto e, na hora, recua.
É por isso que a mesma estratégia não serve para todo mundo. Quem trava pelo consciente precisa pegar a história que conta para si ("não tenho nada a dizer", "eu sou assim") e ver que ela é um estado, e não uma identidade. Quem trava pela emoção precisa de exposições pequenas e repetidas, até o corpo parar de tratar o olhar das pessoas como perigo. E quem trava pelo inconsciente precisa entender o que a timidez protege, porque ali o "solta mais" não alcança.
Perguntas frequentes
Timidez é o mesmo que introversão?
Não. Em 1981, os pesquisadores Jonathan Cheek e Arnold Buss mostraram que timidez (o desconforto e a inibição diante de outras pessoas) e sociabilidade (a vontade de estar com elas) são duas coisas separadas. Dá para gostar de gente e sentir timidez ao mesmo tempo, e foi justamente esse grupo que mais travou nas conversas observadas no estudo. Ou seja: preferir ficar sozinho é um jeito de ser; querer estar junto e não conseguir é o padrão que este teste lê.
Timidez tem cura?
Timidez não é doença, então a pergunta certa é se ela pode deixar de decidir por você. Pode. Parte dela vem do temperamento, um alarme que dispara mais cedo diante do desconhecido, e parte é aprendida. O que muda é como você lida com o alarme, e isso depende da camada onde ele é mais forte.
Este teste é um diagnóstico?
Não. É uma autoavaliação para você enxergar o seu padrão de timidez, e não uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. Se o medo de ser avaliado é tão intenso que faz você evitar a escola, o trabalho ou as relações, ou vem junto de tristeza e isolamento, procure um profissional de saúde.
Quanto tempo leva o teste?
Cerca de 2 minutos. São 12 afirmações, e você marca com que frequência cada uma acontece com você. O resultado aparece na hora, sem cadastro.
Como perder a timidez?
Pela camada onde o padrão mora. Se é o consciente, trocar a frase "eu sou assim" por "agora eu estou com medo de ser avaliado". Se é a emoção, dar ao corpo exposições pequenas e repetidas até o olhar das pessoas deixar de ser alarme. Se é o inconsciente, entender o que a timidez protege, porque "se soltar" age na camada errada. O passo a passo está no artigo sobre como perder a timidez.
Continue daqui
- Como perder a timidez: o que o seu cérebro está protegendo quando você trava
- 4 dicas para reduzir a timidez e ganhar autoconfiança
- O teste de autoconfiança: quando a insegurança decide o que você fala e pede
- O diagnóstico Inside Brain, gratuito: o seu padrão inteiro, e não só o da timidez
- Laboratório da Confiança: o programa para parar de travar diante das pessoas
Quem escreveu
Mestre pelo King's College London, fundador do BrainPower. Estuda e ensina a leitura do comportamento pela neurociência desde 2014.
Atualizado em .
Fontes:
Cheek, J. M. e Buss, A. H. (1981). Shyness and sociability. Journal of Personality and Social Psychology, 41(2), 330-339. doi.org/10.1037/0022-3514.41.2.330
Kagan, J., Reznick, J. S. e Snidman, N. (1988). Biological bases of childhood shyness. Science, 240(4849), 167-171. doi.org/10.1126/science.3353713