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Teste gratuito · 2 minutos

Teste de propósito de vida

Este teste de propósito de vida mostra, em 12 afirmações e 2 minutos, quanto a falta de direção já pesa e em qual camada ela mora: no consciente, na emoção ou no inconsciente. Ele não entrega uma frase pronta de propósito. Mostra o que está entre você e a sua direção, e é isso que decide por onde começar.

Pergunta 1 de 12

Quando me perguntam o que eu quero da vida, respondo com o que eu deveria querer.

Leva cerca de 2 minutos. O resultado aparece na hora.

O que é o teste de propósito de vida?

"Teste de propósito de vida" é, na origem, o nome em português do PIL-Test (Purpose in Life Test), um questionário criado em 1964 por James Crumbaugh e Leonard Maholick para medir quanto sentido a pessoa percebe na própria vida. Ele nasceu das ideias do psiquiatra Viktor Frankl. Segundo a revisão de Nascimento e Dias (2019):

O teste desta página é outro: é do BrainPower, não usa os itens do PIL-Test e não mede quanto sentido a sua vida tem. Ele lê o que impede a direção de virar escolha no dia a dia.

Quais testes de propósito de vida existem?

Existem pelo menos 2 questionários de pesquisa com estudo publicado, além deste teste de leitura rápida. Cada um responde uma pergunta diferente, e nenhum deles diz qual é o seu propósito:

TesteDe onde vemComo éO que responde
PIL-Test (Teste Propósito de Vida)James Crumbaugh e Leonard Maholick, 1964, a partir das ideias de Viktor Frankl20 itens, escala de 1 a 7 (a primeira versão tinha 22)Quanto sentido a pessoa percebe na própria vida
Questionário de Sentido de Vida (Meaning in Life Questionnaire)Michael Steger e colegas, 200610 itens2 coisas separadas: a presença de sentido e a busca por sentido
Este teste, do BrainPowerA leitura por 3 camadas do BrainPower, 202612 afirmações, de 0 a 36 pontos, cerca de 2 minutosQuanto a falta de direção já pesa e em qual camada ela mora

Ou seja: os questionários de pesquisa medem o tamanho do sentido que a pessoa relata. O que eles não dizem é por que alguém que quer uma direção continua sem ela, e é essa a pergunta do teste acima.

O que a pesquisa diz sobre propósito de vida?

A pesquisa trata propósito como algo que organiza objetivos, e não como uma frase a ser descoberta. São 3 achados, cada um de um estudo conferido na origem:

Ou seja: quem está procurando não está atrasado, e ninguém vai entregar o seu propósito numa pontuação. O estudo brasileiro tem 200 pessoas de um só curso, 76% mulheres, então mostra como o questionário se comporta, e não uma medida da população.

Como ler o resultado do teste?

O resultado vai de 0 a 36 pontos e traz 2 leituras: a faixa, que diz quanto a falta de direção pesa, e a camada mais forte, que diz onde ela mora. Cada afirmação vale de 0 (nunca) a 3 (quase sempre).

PontosFaixaO que significa
0 a 11A direção existe, com algum ruídoVocê tem uma direção, e ela some em alguns momentos.
12 a 23A falta de direção já custa energiaVocê faz muito, e parte do que faz não leva para onde você queria ir.
24 a 36O automático está escolhendo o caminhoOs dias andam, e quem decide para onde é o hábito, a expectativa dos outros ou o medo.

Um limite vale para este e para qualquer teste respondido pela própria pessoa. Em 1977, os psicólogos Richard Nisbett e Timothy Wilson reuniram experimentos em que as pessoas explicavam os próprios atos com convicção e, muitas vezes, erravam a causa. Ou seja: o resultado indica onde olhar, e não dá a palavra final.

Por que pensar mais não revela o propósito?

Porque, na maioria das vezes, o que falta não é a resposta: é o caminho livre até ela. Quem tem 3 ideias e não escolhe nenhuma, ou sabe o que quer e não se move, não resolve com mais uma lista. A leitura por camadas é a do BrainPower, e não a dos estudos citados:

  1. Se a falta de direção mora no consciente, o que ajuda é trocar a pergunta. Em vez de "qual é o meu propósito?", perguntar "o que eu faria mesmo se ninguém fosse ver?" e escrever, sem corrigir.
  2. Se mora na emoção, você talvez já saiba o que quer, e o corpo freia antes. O que funciona é dar nome ao que você sente quando imagina esse caminho (medo, culpa, vergonha) antes de concluir que não sabe.
  3. Se mora no inconsciente, descobrir não basta: o automático devolve você à rotina de sempre. Ali é preciso encontrar do que seguir o caminho esperado ainda protege você.

O que fazer depois do teste de propósito de vida?

São 3 passos, do mais leve ao mais fundo. Todos partem da camada que o seu resultado mostrou.

  1. Ver o conjunto. O diagnóstico Inside Brain, gratuito, mostra se existe conflito entre as 3 camadas e quanto ele pesa, e não só na direção.
  2. Trabalhar a pergunta certa. O artigo Como encontrar sua missão de vida parte de 2 ideias: fazer a pergunta certa e não confundir missão com paixão.
  3. Chegar à raiz. O adiamento do que importa e o caminho seguido sem escolha costumam ser galhos. O Mergulho no Inconsciente é a imersão online do BrainPower, 2 dias ao vivo (23-24 de Janeiro de 2027), para encontrar a raiz deles. Conheça o Mergulho no Inconsciente, ou leia antes como escolher uma imersão de autoconhecimento.

Perguntas frequentes

Este teste é o PIL-Test?

Não. O PIL-Test (Purpose in Life Test, ou Teste Propósito de Vida) foi criado por James Crumbaugh e Leonard Maholick em 1964 e, na versão mais usada, tem 20 itens respondidos numa escala de 1 a 7. Este teste do BrainPower não usa os itens nem a pontuação dele: em 12 afirmações, mostra quanto a falta de direção já pesa e em qual das 3 camadas ela mora.

O teste diz qual é o meu propósito de vida?

Não, e nenhum teste de 2 minutos diz. Propósito não sai de uma pontuação. O que este teste mostra, em 12 afirmações e de 0 a 36 pontos, é o que está entre você e a sua direção: uma frase que falta, uma emoção que freia ou uma rotina que decide antes de você.

Qual a diferença entre propósito de vida e missão de vida?

No uso comum, as 2 expressões falam da mesma coisa: uma direção que organiza as suas escolhas e dá significado ao esforço. Na pesquisa, o termo mais usado é propósito ou sentido de vida. Em 2009, Patrick McKnight e Todd Kashdan o descreveram como um processo que define os objetivos de vida e dá significado pessoal.

É normal não saber qual é o meu propósito?

É comum, e não é defeito. A própria pesquisa separa 2 coisas: ter um sentido e estar em busca de um. O questionário de Michael Steger e colegas, de 2006, mede as 2 separadamente, em 10 itens. Ou seja: estar procurando é uma situação reconhecida, e não um sinal de que há algo errado com você.

O teste de propósito de vida é um diagnóstico?

Não. É uma autoavaliação para você enxergar um padrão, e não uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. Se a falta de sentido vem junto de sofrimento intenso ou de prejuízo sério no dia a dia, procure um profissional de saúde.

Quanto tempo leva e quanto custa?

Cerca de 2 minutos e nada. São 12 afirmações, 4 em cada camada, e você marca com que frequência cada uma acontece com você. O resultado, de 0 a 36 pontos, aparece na hora, sem cadastro e sem pedir e-mail.

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Quem escreveu

André Buric

Mestre pelo King's College London, fundador do BrainPower. Estuda e ensina a leitura do comportamento pela neurociência desde 2014.

Atualizado em .

Fontes:

Nascimento, R. B. T. e Dias, T. L. (2019). Teste Propósito de Vida: propriedades psicométricas e evidências de validade. Avaliação Psicológica, 18(2), 176-182. doi.org/10.15689/ap.2019.1802.15459.08 (texto completo; é a fonte dos números sobre as versões do PIL-Test).

Crumbaugh, J. C. e Maholick, L. T. (1964). An experimental study in existentialism: The psychometric approach to Frankl's concept of noogenic neurosis. Journal of Clinical Psychology, 20(2), 200-207. O PIL-Test pertence aos seus titulares; o BrainPower não tem vínculo com eles e não reproduz o questionário.

Steger, M. F., Frazier, P., Oishi, S. e Kaler, M. (2006). The Meaning in Life Questionnaire: Assessing the presence of and search for meaning in life. Journal of Counseling Psychology, 53(1), 80-93. doi.org/10.1037/0022-0167.53.1.80

McKnight, P. E. e Kashdan, T. B. (2009). Purpose in life as a system that creates and sustains health and well-being: An integrative, testable theory. Review of General Psychology, 13(3), 242-251. doi.org/10.1037/a0017152

Nisbett, R. E. e Wilson, T. D. (1977). Telling more than we can know: Verbal reports on mental processes. Psychological Review, 84(3), 231-259. doi.org/10.1037/0033-295X.84.3.231