Testes gratuitos · 2 minutos cada
Teste de comportamento gratuito
Existe um comportamento que você já tentou mudar e que volta. Estes testes não colocam você numa caixa de perfil: cada um olha um comportamento que se repete e mostra em qual camada ele mora, no consciente, na emoção ou no inconsciente. Escolha pela situação que você vive hoje. São 12 afirmações, cerca de 2 minutos, com resultado na hora e sem cadastro.
Escolha o teste pela situação que se repete
Teste de procrastinação
Você sabe o que precisa fazer, quer fazer e, mesmo assim, adia.
O que mostra: Quanto o adiamento já decide por você e em qual camada ele mora.
De onde vem: Em 2007, o pesquisador Piers Steel reuniu a pesquisa existente sobre procrastinação numa grande revisão e a descreveu como uma falha de autorregulação. Ou seja: adiar não é preguiça nem falta de caráter, é um mecanismo, e mecanismo se lê.
Teste de autossabotagem
Você chega perto do que quer e, na reta final, desmonta o próprio avanço.
O que mostra: Quanto o recuo já pesa e o que ele protege.
De onde vem: Em 1978, Steven Berglas e Edward Jones mostraram que pessoas com um sucesso que não sabiam explicar escolhiam, com mais frequência, algo que prejudicaria o próprio desempenho na rodada seguinte. Ou seja: criar o obstáculo antes da avaliação protege a imagem que a pessoa tem de si.
Teste de autoconfiança
Você tem capacidade, e a insegurança decide o que você fala, pede e mostra.
O que mostra: Quanto a insegurança já escolhe por você e onde ela é mais forte.
De onde vem: Em 1977, Albert Bandura publicou a teoria da crença de que você consegue fazer algo, e mostrou que a fonte mais forte dessa crença é se ver conseguindo. Ou seja: a confiança vem depois da experiência de conseguir, e não antes dela.
Teste de timidez
Você quer entrar na conversa, sabe o que dizer e, na hora, a frase não sai.
O que mostra: Quanto a timidez já custa em conversas e oportunidades, e em qual camada ela dispara.
De onde vem: Em 1981, Jonathan Cheek e Arnold Buss mostraram que timidez e sociabilidade são duas coisas separadas. Ou seja: dá para gostar de gente e travar diante dela, e timidez não é o mesmo que preferir ficar sozinho.
Por que três camadas, e não um perfil
Os testes de perfil mais conhecidos devolvem um tipo: uma letra, uma cor, um nome. Ajuda a se descrever, mas não explica por que você faz, de novo, exatamente o que tinha decidido não fazer. Para isso é preciso olhar o comportamento, e não o rótulo.
A leitura do BrainPower usa três camadas. O consciente é o que você decide e a história que conta a si. A emoção é o que o corpo sente antes de você escolher. O inconsciente é o automático aprendido, que um dia protegeu você e hoje cobra um preço. O mesmo adiamento pode morar em camadas diferentes em duas pessoas, e o que resolve para uma não resolve para a outra. É por isso que cada teste devolve duas coisas: quanto o padrão pesa e onde ele é mais forte.
O que um teste rápido mede, e o que ele não mede
Cada teste mede a frequência de doze comportamentos, quatro em cada camada, do jeito que você os percebe. Ele não é uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico, e não trata nada.
Existe também um limite que vale para qualquer teste respondido pela própria pessoa. Em 1977, os psicólogos Richard Nisbett e Timothy Wilson reuniram uma série de experimentos em que as pessoas explicavam por que tinham agido de certo jeito. As explicações eram convincentes e, muitas vezes, erradas. Ou seja: o teste mostra o que você consegue ver em si. Ele aponta onde olhar, e o que está abaixo disso pede um trabalho mais fundo.
Depois do teste: o caminho
- Ver o conjunto. O diagnóstico Inside Brain, gratuito, mostra se existe conflito entre as três camadas e quanto ele pesa.
- Entender o mecanismo. O artigo por que eu repito os mesmos padrões explica o que o cérebro protege quando você volta ao mesmo lugar.
- Chegar à raiz. Procrastinação, autossabotagem, insegurança e timidez costumam ser galhos. O Mergulho no Inconsciente é a imersão online do BrainPower, dois dias ao vivo (23-24 de Janeiro de 2027) para encontrar a raiz deles. Conheça o Mergulho no Inconsciente, ou leia antes como escolher uma imersão de autoconhecimento.
Perguntas frequentes
Os testes são gratuitos mesmo?
São. Cada teste tem 12 afirmações, leva cerca de 2 minutos e mostra o resultado na hora, na própria página, sem cadastro e sem pedir e-mail.
Qual teste de comportamento eu devo fazer primeiro?
O da situação que mais se repete na sua vida hoje: adiar o que importa (procrastinação), desmontar o próprio avanço perto da chegada (autossabotagem), deixar a insegurança decidir o que você fala e pede (autoconfiança) ou travar diante das pessoas (timidez). Se você não sabe qual é, comece pelo diagnóstico Inside Brain, que olha o conjunto.
Estes testes são um diagnóstico?
Não. São autoavaliações para você enxergar o seu padrão, e não avaliação psicológica nem diagnóstico clínico. Se existe sofrimento intenso, tristeza persistente ou prejuízo sério no trabalho, nos estudos ou nas relações, procure um profissional de saúde.
Qual a diferença para um teste de perfil comportamental, como o DISC?
Um teste de perfil classifica você em um tipo, que tende a ser lido como algo fixo. Os testes desta página olham um comportamento específico que se repete e mostram em qual camada ele é mais forte: o consciente, a emoção ou o inconsciente. A pergunta deixa de ser "que tipo de pessoa eu sou" e passa a ser "o que está decidindo por mim nesta situação".
Posso confiar no resultado de um teste de 2 minutos?
Como ponto de partida, sim. Um teste respondido por você mesmo mostra o que você consegue perceber no próprio comportamento. Em 1977, Richard Nisbett e Timothy Wilson reuniram experimentos em que as pessoas explicavam os próprios atos com convicção e, muitas vezes, erravam a causa. Por isso o resultado indica onde olhar, e não dá a palavra final.
O que eu faço depois do resultado?
Cada resultado traz o próximo passo para a camada mais forte no seu caso. Para ver o conjunto, o diagnóstico Inside Brain, também gratuito, mostra se existe conflito entre as três camadas e quanto ele pesa.
Conhece alguém que vive repetindo o mesmo padrão?
Mande esta página para quem pode estar travado em algum desses quatro lugares agora. São 2 minutos, e a pessoa não precisa deixar nenhum dado.
Quem criou os testes
Mestre pelo King's College London, fundador do BrainPower. Estuda e ensina a leitura do comportamento pela neurociência desde 2014.
Atualizado em .
Fontes:
Steel, P. (2007). The nature of procrastination: A meta-analytic and theoretical review of quintessential self-regulatory failure. Psychological Bulletin, 133(1), 65-94. doi.org/10.1037/0033-2909.133.1.65
Berglas, S. e Jones, E. E. (1978). Drug choice as a self-handicapping strategy in response to noncontingent success. Journal of Personality and Social Psychology, 36(4), 405-417. doi.org/10.1037/0022-3514.36.4.405
Bandura, A. (1977). Self-efficacy: Toward a unifying theory of behavioral change. Psychological Review, 84(2), 191-215. doi.org/10.1037/0033-295X.84.2.191
Cheek, J. M. e Buss, A. H. (1981). Shyness and sociability. Journal of Personality and Social Psychology, 41(2), 330-339. doi.org/10.1037/0022-3514.41.2.330
Nisbett, R. E. e Wilson, T. D. (1977). Telling more than we can know: Verbal reports on mental processes. Psychological Review, 84(3), 231-259. doi.org/10.1037/0033-295X.84.3.231