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Teste gratuito · 2 minutos

Teste de foco

Este teste de foco mostra, em 12 afirmações e 2 minutos, o quanto a distração já decide por você e em qual camada ela mora: no consciente, na emoção ou no inconsciente. Você senta para fazer o que importa e, quando percebe, está em outro lugar. Saber a camada é o que decide o que funciona para voltar.

Pergunta 1 de 12

Digo para mim que rendo melhor fazendo várias coisas ao mesmo tempo.

Leva cerca de 2 minutos. O resultado aparece na hora, sem cadastro.

O que este teste de foco mede?

Ele mede a frequência de 12 comportamentos de distração, 4 em cada uma das 3 camadas, do jeito que você os percebe. Ele não mede a sua capacidade de atenção e não é uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. Existem três tipos de teste com o nome "foco", e cada um responde a uma pergunta diferente:

Tipo de testeComo é feitoO que respondeO que não responde
Teste de desempenho de atençãoTarefas cronometradas numa tela (reagir a um sinal, ignorar outro)Quão rápido e com quantos erros você reage naquele momentoPor que você sai da tarefa no dia a dia
Avaliação clínica de atençãoEntrevista e instrumentos aplicados por profissional de saúdeSe existe um transtorno a tratarNão se faz em teste rápido na internet, e não é o que esta página faz
Este teste de foco12 afirmações sobre o que você faz, 4 por camada, em 2 minutosQuanto a distração já decide por você e em qual das 3 camadas ela moraA sua capacidade de atenção e qualquer diagnóstico

Como ler o resultado do teste?

O resultado vai de 0 a 36 pontos e traz duas leituras: a faixa, que diz quanto o padrão pesa, e a camada mais forte, que diz onde ele mora. Cada afirmação vale de 0 (nunca) a 3 (quase sempre).

PontosFaixaO que significa
0 a 11A distração aparece, mas não decideVocê perde o fio em alguns momentos e volta.
12 a 23A distração já custa o que importaO padrão está ativo e já custa prazo, leitura e presença.
24 a 36A distração está no comandoO padrão decide antes de você quando sair da tarefa.

O que tira o foco: o ambiente ou você?

Os dois, e a parte que vem de você é maior do que parece. Num estudo publicado em 2005, Gloria Mark, Victor González e Justin Harris, da Universidade da Califórnia em Irvine, acompanharam 24 profissionais de escritório, cada um por 3 dias de trabalho, cronometrando cada troca de atividade. Foram mais de 700 horas de observação. O que eles encontraram:

Ou seja: mesmo num escritório cheio de telefone e gente passando, uma parte grande das saídas de foco não foi provocada por ninguém. A pessoa saiu por conta própria. É um estudo pequeno e de observação, feito em 2 equipes de uma empresa, então os percentuais não valem como medida da população. O que ele mostra é o mecanismo: tirar o que distrai resolve só uma parte.

Por que eu perco o foco mesmo querendo me concentrar?

Porque sair da tarefa alivia alguma coisa, e o cérebro repete o que alivia. Num experimento publicado em 2008, Gloria Mark, Daniela Gudith e Ulrich Klocke colocaram 48 pessoas para responder e-mails com e sem interrupções. Quem foi interrompido terminou mais rápido e com a mesma qualidade, mas, depois de apenas 20 minutos, relatou mais estresse, mais frustração, mais pressão de tempo e mais esforço. Ou seja: o custo da interrupção não aparece na tarefa. Aparece no estado em que você fica, e é esse estado que pede a próxima fuga.

Num estudo publicado em 2010, Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, da Universidade Harvard, usaram um aplicativo de celular para perguntar a pessoas, em momentos aleatórios do dia, o que estavam fazendo e em que estavam pensando. Elas pensavam no que não estava acontecendo quase tanto quanto no que estava, e isso, em geral, vinha junto de menos felicidade. Ou seja: a mente sair do que está à sua frente é o funcionamento comum, e não um defeito seu. O que muda de uma pessoa para outra é o que puxa a mente para fora.

É por isso que a mesma técnica não serve para todo mundo. A leitura por camadas é a do BrainPower, e não a dos estudos acima:

  1. Se a distração mora no consciente, planilha e técnica de 25 minutos ajudam, desde que você pare de acreditar na história que justifica sair.
  2. Se mora na emoção, o que funciona é aprender a ficar com o desconforto da tarefa por mais 2 minutos, porque é dele que você foge, e não da tarefa.
  3. Se mora no inconsciente, bloquear aplicativo não alcança: o automático troca de saída. Ali é preciso entender do que a distração protege você.

O que fazer depois do teste de foco?

Três passos, do mais leve ao mais fundo. Todos partem da camada que o seu resultado mostrou.

  1. Ver o conjunto. O diagnóstico Inside Brain, gratuito, mostra se existe conflito entre as 3 camadas e quanto ele pesa, e não só na falta de foco.
  2. Treinar o foco. O Laboratório Foco Extremo é o programa do BrainPower para fechar o que drena a atenção e ampliar o tempo que você sustenta numa tarefa.
  3. Chegar à raiz. Falta de foco, procrastinação e autossabotagem costumam ser galhos. O Mergulho no Inconsciente é a imersão online do BrainPower, 2 dias ao vivo (23-24 de Janeiro de 2027), para encontrar a raiz deles. Conheça o Mergulho no Inconsciente, ou leia antes como escolher uma imersão de autoconhecimento.

Perguntas frequentes

Teste de foco e teste de atenção são a mesma coisa?

Não. Um teste de atenção mede desempenho: você reage a estímulos numa tela e o resultado conta acertos, erros e tempo de reação. Este teste de foco não mede a sua capacidade de atenção. Ele lê o padrão: com que frequência você sai da tarefa e o que leva você para fora, em 12 afirmações e cerca de 2 minutos.

Por que eu não consigo manter o foco?

Quase nunca é por falta de capacidade. Num estudo publicado em 2005, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine observaram 24 profissionais por 3 dias cada e viram que 57% dos blocos de trabalho eram interrompidos, e que boa parte das interrupções vinha da própria pessoa. Ou seja: sair da tarefa costuma ser uma saída aprendida, e a pergunta útil é do que ela protege você.

Tirar o celular de perto resolve a falta de foco?

Resolve a parte que vem de fora. No estudo de 2005, entre analistas e desenvolvedores, as interrupções que vinham da própria pessoa foram tão frequentes quanto as que vinham do ambiente, e entre gestores foram 40,8% do total. Ou seja: sem o celular, o automático encontra outra saída. Por isso o teste separa as 3 camadas.

Este teste é um diagnóstico?

Não. É uma autoavaliação para você enxergar o seu padrão de distração, e não uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. Ele também não identifica transtorno de atenção. Se a desatenção vem desde a infância, aparece em todas as áreas da vida e causa prejuízo sério, procure um profissional de saúde.

Quanto tempo leva o teste de foco?

Cerca de 2 minutos. São 12 afirmações, 4 em cada camada, e você marca com que frequência cada uma acontece com você. O resultado, de 0 a 36 pontos, aparece na hora, sem cadastro e sem pedir e-mail.

Como melhorar o foco depois do resultado?

Pela camada onde a distração mora. Se é o consciente, trocar "eu não tenho foco" por "agora eu estou saindo desta tarefa". Se é a emoção, dar nome ao que você sente e ficar mais 2 minutos antes de decidir se sai. Se é o inconsciente, entender do que a saída protege você, porque só tirar o que distrai age na camada errada.

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Quem escreveu

André Buric

Mestre pelo King's College London, fundador do BrainPower. Estuda e ensina a leitura do comportamento pela neurociência desde 2014.

Atualizado em .

Fontes:

Mark, G., González, V. M. e Harris, J. (2005). No task left behind? Examining the nature of fragmented work. Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems, 321-330. doi.org/10.1145/1054972.1055017

Mark, G., Gudith, D. e Klocke, U. (2008). The cost of interrupted work: more speed and stress. Proceedings of the SIGCHI Conference on Human Factors in Computing Systems, 107-110. doi.org/10.1145/1357054.1357072

Killingsworth, M. A. e Gilbert, D. T. (2010). A wandering mind is an unhappy mind. Science, 330(6006), 932. doi.org/10.1126/science.1192439