Teste gratuito · 2 minutos
Teste de sabotadores
Este teste de sabotadores mostra, em 12 afirmações e 2 minutos, quanto a voz que sabota já decide por você e em qual camada ela mora: no consciente, na emoção ou no inconsciente. É a voz que critica antes de reconhecer, cobra antes de deixar descansar e freia antes de você tentar. Saber a camada é o que decide o que funciona para ela perder força.
Uma voz na minha cabeça aponta o que eu fiz de errado antes de reconhecer o que eu fiz de certo.
Leva cerca de 2 minutos. O resultado aparece na hora, sem cadastro.
O que é o teste de sabotadores?
"Teste de sabotadores" costuma ser o nome dado ao questionário do livro Inteligência Positiva, de Shirzad Chamine, publicado em 2012, que classifica a pessoa em 10 sabotadores. O teste desta página é outro: é do BrainPower, não usa as perguntas de Chamine e não classifica em tipos. Os 2 partem da mesma pergunta (o que, dentro de você, trabalha contra o que você quer) e respondem coisas diferentes:
| Teste da Inteligência Positiva | Este teste, do BrainPower | |
|---|---|---|
| De onde vem | Do livro Inteligência Positiva, de Shirzad Chamine (2012) | Da leitura por 3 camadas do BrainPower |
| O que responde | Quais dos 10 sabotadores são mais fortes em você | Quanto a voz que sabota já decide por você e em qual camada ela mora |
| Como é | Questionário no site da Positive Intelligence, apresentado como de 2 minutos, com resultado imediato | 12 afirmações em português, cerca de 2 minutos, resultado de 0 a 36 pontos |
| O que não responde | Em qual camada o padrão se sustenta | Qual dos 10 tipos você é: esta página não classifica em tipos |
Se você procura o questionário original, ele está no site da Positive Intelligence. Se você quer saber onde a sua voz mora e o que fazer com ela, o teste acima responde em 2 minutos, sem cadastro.
O que cada um dos 10 sabotadores faz?
No modelo de Chamine são 1 sabotador principal e 9 cúmplices, e cada um é um jeito de pensar, sentir e reagir sob pressão. O resumo abaixo foi escrito a partir das descrições do site oficial, com os nomes pelos quais eles ficaram conhecidos no Brasil:
| Sabotador | O que faz |
|---|---|
| 1. Crítico | Aponta os seus erros, os dos outros e o que está errado na situação. No modelo, é o principal e aciona os demais. |
| 2. Insistente | Leva longe demais o perfeccionismo e a necessidade de ordem. |
| 3. Prestativo | Busca aceitação ajudando e agradando, e perde de vista as próprias necessidades. |
| 4. Hiper-Realizador | Depende de desempenho constante para se respeitar; a última conquista logo perde o valor. |
| 5. Vítima | Põe o foco nos sentimentos dolorosos como forma de receber atenção e afeto. |
| 6. Hiper-Racional | Trata tudo pela razão, inclusive as relações, e pode parecer frio. |
| 7. Hipervigilante | Vive em alerta para tudo o que pode dar errado, sem descanso. |
| 8. Inquieto | Procura sempre a próxima atividade e raramente fica em paz com a atual. |
| 9. Controlador | Precisa comandar situações e pessoas, e fica ansioso quando não consegue. |
| 10. Esquivo | Evita tarefas difíceis e conflitos, e se agarra ao que é agradável. |
Ou seja: os 10 nomes descrevem a forma que a voz toma. O que eles não dizem é onde ela se sustenta, e é isso que muda o que funciona. A mesma cobrança pode morar numa frase, num aperto no peito ou num gesto que você repete sem decidir.
Como ler o resultado do teste?
O resultado vai de 0 a 36 pontos e traz 2 leituras: a faixa, que diz quanto a voz pesa, e a camada mais forte, que diz onde ela mora. Cada afirmação vale de 0 (nunca) a 3 (quase sempre).
| Pontos | Faixa | O que significa |
|---|---|---|
| 0 a 11 | A voz aparece, mas não decide | Ela critica e cobra em alguns momentos, e você segue apesar dela. |
| 12 a 23 | Os sabotadores já custam o que importa | A voz está ativa e já custa descanso, decisões e satisfação. |
| 24 a 36 | Os sabotadores estão no comando | A voz julga, cobra e freia antes de você perceber. |
- O consciente: a voz em palavras ("você devia ter feito melhor", "primeiro termine tudo", "não vai dar certo").
- A emoção: a voz no corpo (a culpa de dizer não, o remoer depois do erro, a satisfação que dura pouco).
- O inconsciente: a voz que já virou gesto (assumir o que não era seu, adiar a conversa, refazer o que estava bom, tudo sem decidir).
Um limite vale para este e para qualquer teste respondido pela própria pessoa. Em 1977, os psicólogos Richard Nisbett e Timothy Wilson reuniram experimentos em que as pessoas explicavam os próprios atos com convicção e, muitas vezes, erravam a causa. Ou seja: o resultado indica onde olhar, e não dá a palavra final.
De onde vem a voz que sabota?
Ela nasce como proteção. O site de Chamine descreve os sabotadores como guardiões que ajudam a criança a atravessar ameaças reais e imaginadas, e que seguem ativos na vida adulta quando já não são necessários. A pesquisa sobre autocrítica aponta na mesma direção. Num estudo publicado em 2004, Paul Gilbert e colegas aplicaram questionários a 246 estudantes universitárias. O que eles encontraram:
- A autocrítica não é uma coisa só: ela se separou em 2 formas, uma voltada a remoer erros e se sentir insuficiente, outra de hostilidade contra si.
- Ela tem 2 funções diferentes: a de tentar se corrigir e melhorar, e a de se punir pelas falhas.
- A capacidade de se tranquilizar apareceu como um componente à parte, e não como simples ausência de crítica.
Ou seja: boa parte da voz que sabota está tentando ajudar do único jeito que aprendeu, e calar a crítica não cria, sozinho, a voz que acalma. É um estudo de questionário, com 246 pessoas e só com mulheres, então mostra a estrutura da autocrítica, e não uma medida da população.
Por que se cobrar mais não cala os sabotadores?
Porque a cobrança é a própria voz, falando mais alto. Num estudo de imagem do cérebro publicado em 2010, Olivia Longe e colegas, da Universidade Aston, pediram que as pessoas imaginassem um erro ou um fracasso pessoal e reagissem de 2 jeitos: se criticando ou se tranquilizando. A autocrítica veio junto de atividade em regiões ligadas ao processamento de erros e à inibição do comportamento. A tranquilização ativou regiões parecidas com as de sentir compaixão por outra pessoa. Ou seja: a voz que critica também freia, e por isso quem mais se cobra tantas vezes é quem mais trava.
É por isso que a mesma técnica não serve para todo mundo. A leitura por camadas é a do BrainPower, e não a dos estudos nem a de Chamine:
- Se a voz mora no consciente, pegar a frase no ato e separar fato de julgamento já tira parte da força dela.
- Se mora na emoção, discutir com ela pela lógica não alcança. O que funciona é dar nome ao que o corpo sente (culpa, medo, vergonha) antes de obedecer.
- Se mora no inconsciente, perceber não basta: o automático age antes. Ali é preciso encontrar do que esse jeito de reagir protege você.
O que fazer depois do teste de sabotadores?
São 3 passos, do mais leve ao mais fundo. Todos partem da camada que o seu resultado mostrou.
- Ver o conjunto. O diagnóstico Inside Brain, gratuito, mostra se existe conflito entre as 3 camadas e quanto ele pesa, e não só na voz que sabota.
- Ver o que a voz faz você fazer. O teste de autossabotagem lê o passo seguinte: o recuo quando você chega perto do que quer. São mais 12 afirmações e 2 minutos.
- Chegar à raiz. A crítica, a cobrança e a necessidade de agradar costumam ser galhos. O Mergulho no Inconsciente é a imersão online do BrainPower, 2 dias ao vivo (23-24 de Janeiro de 2027), para encontrar a raiz deles. Conheça o Mergulho no Inconsciente, ou leia antes como escolher uma imersão de autoconhecimento.
Perguntas frequentes
Este teste é o mesmo da Inteligência Positiva?
Não. O teste conhecido como "teste dos sabotadores" vem do livro Inteligência Positiva, de Shirzad Chamine, publicado em 2012, e classifica a pessoa em 10 sabotadores. Este teste do BrainPower não usa as perguntas dele nem os 10 tipos: em 12 afirmações, ele mostra quanto a voz que sabota já decide por você e em qual das 3 camadas ela mora.
Quais são os 10 sabotadores da Inteligência Positiva?
No modelo de Shirzad Chamine são 1 sabotador principal, o Crítico, e 9 cúmplices: Insistente, Prestativo, Hiper-Realizador, Vítima, Hiper-Racional, Hipervigilante, Inquieto, Controlador e Esquivo. Segundo o autor, o Crítico existe em todas as pessoas e aciona os outros 9.
Onde faço o teste oficial dos sabotadores?
No site da Positive Intelligence, a empresa de Shirzad Chamine (positiveintelligence.com). A página de apresentação, em inglês, descreve o questionário como algo de 2 minutos, com resultado imediato. O teste desta página é outro: é do BrainPower, em português, com 12 afirmações e sem cadastro.
Qual a diferença entre sabotadores e autossabotagem?
Sabotador é a voz: a crítica, a cobrança, a necessidade de agradar ou de controlar. Autossabotagem é o ato: o recuo quando você chega perto do que quer. Uma costuma vir antes da outra. Por isso o BrainPower tem 2 testes separados, cada um com 12 afirmações: este lê a voz, e o teste de autossabotagem lê o recuo.
O teste de sabotadores é um diagnóstico?
Não. É uma autoavaliação para você enxergar um padrão, e não uma avaliação psicológica nem um diagnóstico clínico. Se a voz que critica vem junto de sofrimento intenso ou de prejuízo sério no dia a dia, procure um profissional de saúde.
Quanto tempo leva e quanto custa?
Cerca de 2 minutos e nada. São 12 afirmações, 4 em cada camada, e você marca com que frequência cada uma acontece com você. O resultado, de 0 a 36 pontos, aparece na hora, sem cadastro e sem pedir e-mail.
Continue daqui
- Autossabotagem: por que você estraga justamente o que mais quer
- O que é perfeccionismo
- Não consigo dizer não
- Por que eu repito os mesmos padrões
- Todos os testes gratuitos de comportamento
Quem escreveu
Mestre pelo King's College London, fundador do BrainPower. Estuda e ensina a leitura do comportamento pela neurociência desde 2014.
Atualizado em .
Fontes:
Chamine, S. (2012). Positive Intelligence. Greenleaf Book Group Press. Descrição dos 10 sabotadores e do questionário: positiveintelligence.com/saboteurs (consultado em 5 de outubro de 2026). "Positive Intelligence" e o teste original pertencem aos seus titulares; o BrainPower não tem vínculo com eles.
Gilbert, P., Clarke, M., Hempel, S., Miles, J. N. V. e Irons, C. (2004). Criticizing and reassuring oneself: An exploration of forms, styles and reasons in female students. British Journal of Clinical Psychology, 43(1), 31-50. doi.org/10.1348/014466504772812959
Longe, O., Maratos, F. A., Gilbert, P., Evans, G., Volker, F., Rockliff, H. e Rippon, G. (2010). Having a word with yourself: Neural correlates of self-criticism and self-reassurance. NeuroImage, 49(2), 1849-1856. doi.org/10.1016/j.neuroimage.2009.09.019
Nisbett, R. E. e Wilson, T. D. (1977). Telling more than we can know: Verbal reports on mental processes. Psychological Review, 84(3), 231-259. doi.org/10.1037/0033-295X.84.3.231